O robô faz companhia
A Fourier criou um humanoide especificamente para companhia.
O nome dele é GR-3 e a empresa o chama de “Care-bot”.
Ele tem 55 graus de liberdade e um sistema que combina visão, áudio e toque para tornar a interação mais natural.
Ele consegue localizar quem está falando, virar em sua direção, manter contato visual e reagir ao toque.
É tecnologia séria tentando resolver um problema (muito mais) sério.
Cuidar de alguém envolve muita coisa que uma máquina pode, sim, ajudar a fazer.
Talvez esteja justamente aí a parte mais interessante.
Veja, quanto mais tarefas o robô conseguir assumir, mais importante fica decidir o que faremos com o tempo que ele liberar.
Porque perceber um toque não é sentir saudade.
Reconhecer um rosto não é sentir falta dele.
E companhia não é só responder quando alguém fala.
É conhecer a história que vem depois da primeira frase.
É ouvir a mesma piada ruim pela décima vez.
É perceber que hoje a pessoa está diferente antes mesmo de ela dizer alguma coisa.
Talvez o melhor robô de cuidado não seja aquele que consiga imitar tudo isso, mas aquele que faça o necessário para que alguém tenha mais tempo de ficar.






