Optimus
O Optimus foi apresentado pela Tesla em 2022.
Naquele momento, Elon Musk estimou que as pessoas provavelmente poderiam receber um em três a cinco anos.
Depois vieram previsões cada vez mais concretas e menos otimistas.
Em 2024 a expectativa era colocar o Optimus para realizar tarefas úteis dentro das fábricas da Tesla e, depois, começar a vendê-lo para outras empresas.
Em 2025, Musk falou em aproximadamente 10 mil robôs produzidos naquele ano.
Estamos em 2026.
Em abril deste ano a própria Tesla informou que as primeiras linhas de produção do Optimus ainda estavam sendo instaladas em preparação para a produção em volume.
E a venda para clientes externos agora aparece como possibilidade para o segundo semestre de 2027.
Isso não significa que o Optimus fracassou.
Não ainda.
Pode perfeitamente virar um produto extraordinário.
O fato é que existe uma diferença enorme entre mostrar o que uma tecnologia consegue fazer e conseguir fabricá-la, operá-la com confiabilidade e colocá-la na mão de milhares de clientes.
Demonstração não é escala.
Previsão não é produto.
Promessa de produtividade não é produtividade.
Vale lembrar disso enquanto ouvimos que IA e robôs vão produzir mais, trabalhar por nós e finalmente devolver nosso tempo.
Talvez façam tudo isso.
Na verdade eu espero que façam mesmo.
Mas o tempo só será devolvido quando a tecnologia realmente chegar.
E só vai valer a pena quando soubermos o que fazer com ele.
Se soubermos.
Até lá, continua sendo promessa.






