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Tempo Humano / Episódio 12 de 25

Produtividade

Quem fica com os benefícios quando conseguimos produzir mais?

Produtividade

Desde 1979 a produtividade do trabalho nos Estados Unidos cresceu 93,2%.

A remuneração horária do trabalhador típico cresceu 33,7%.

Os números são do Economic Policy Institute e dizem algo importante para toda essa conversa sobre inteligência artificial, automação e produtividade: produzir mais não significa automaticamente ganhar mais.

E também não significa trabalhar menos.

Durante boa parte do período após a Segunda Guerra Mundial, produtividade e remuneração caminharam muito mais próximas. A partir do fim dos anos 1970, essa relação mudou.

Agora estamos entrando em outra onda de produtividade.

É a IA escrevendo, analisando, programando, atendendo, planejando.

São os robôs assumindo tarefas repetitivas, físicas e logísticas.

Talvez realmente consigamos produzir muito mais em muito menos tempo.

Ótimo.

Ou grande coisa.

Mas isso realmente não importa.

No post anterior desta série, falei sobre empresas que experimentaram a semana de quatro dias. Ali existe uma diferença fundamental: alguém decidiu transformar parte do ganho em tempo.

Porque eficiência não toma essa decisão.

Tecnologia também não.

Se a IA produzir o próximo grande salto de produtividade, ainda teremos que escolher o que fazer com ele.

Mais produção? Mais remuneração?

Ou menos horas necessárias para produzir tudo isso?

A tecnologia pode criar o ganho.

Transformá-lo em Tempo Humano continua sendo uma decisão nossa.

Minha. Sua.

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