Produtividade
Desde 1979 a produtividade do trabalho nos Estados Unidos cresceu 93,2%.
A remuneração horária do trabalhador típico cresceu 33,7%.
Os números são do Economic Policy Institute e dizem algo importante para toda essa conversa sobre inteligência artificial, automação e produtividade: produzir mais não significa automaticamente ganhar mais.
E também não significa trabalhar menos.
Durante boa parte do período após a Segunda Guerra Mundial, produtividade e remuneração caminharam muito mais próximas. A partir do fim dos anos 1970, essa relação mudou.
Agora estamos entrando em outra onda de produtividade.
É a IA escrevendo, analisando, programando, atendendo, planejando.
São os robôs assumindo tarefas repetitivas, físicas e logísticas.
Talvez realmente consigamos produzir muito mais em muito menos tempo.
Ótimo.
Ou grande coisa.
Mas isso realmente não importa.
No post anterior desta série, falei sobre empresas que experimentaram a semana de quatro dias. Ali existe uma diferença fundamental: alguém decidiu transformar parte do ganho em tempo.
Porque eficiência não toma essa decisão.
Tecnologia também não.
Se a IA produzir o próximo grande salto de produtividade, ainda teremos que escolher o que fazer com ele.
Mais produção? Mais remuneração?
Ou menos horas necessárias para produzir tudo isso?
A tecnologia pode criar o ganho.
Transformá-lo em Tempo Humano continua sendo uma decisão nossa.
Minha. Sua.






