Velocidade não é objetivo
A velocidade gera valor quando reduz o tempo sem transferir custos, erros e retrabalho para as etapas seguintes. Decisões estratégicas, relações e mudanças organizacionais continuam exigindo tempo, porque rapidez não é sinônimo de qualidade.
O mundo está acelerando.
Tá bem, isso não é uma novidade… mas vamos focar em outra coisa: O tempo entre uma novidade surgir e ser adotada está ficando cada vez menor.
A novidade aparece e dias depois os cursos já estão “atualizados”. Semanas depois aparecem especialistas. Meses depois todo mundo está usando e… ficou “velho”.
Conhece a sensação?
As empresas correm para lançar primeiro, os profissionais correm para aprender primeiro, os fornecedores correm para vender primeiro.
E os clientes parecem esperar tudo imediatamente.
A velocidade virou uma espécie de virtude corporativa.
Isso dá medo.
Quando foi que começamos a assumir que mais rápido significa melhor?
Ok, tem coisas que a velocidade melhora… resolver um incidente, atender um cliente, responder uma emergência.
Mas não é tudo. Decisões estratégicas, contratações, mudanças organizacionais, relacionamentos, confiança… tudo isso continua exigindo tempo.
E acaba que reduzimos o tempo de lançamento e aumentamos o tempo de correção.
Reduzimos o tempo para decidir e aumentamos o tempo para lidar com as consequências.
Entregamos em menos tempo e gastamos o dobro para explicar por que aquilo foi entregue daquela forma.
E se… a velocidade não for o objetivo, for uma ferramenta?
Porque reduzir o tempo para uma tarefa não pode significar dobrar o tempo da tarefa seguinte, não é?