Voltar para a listagem

Velocidade não é objetivo

07 de julho de 2026 1 min de leitura

A velocidade gera valor quando reduz o tempo sem transferir custos, erros e retrabalho para as etapas seguintes. Decisões estratégicas, relações e mudanças organizacionais continuam exigindo tempo, porque rapidez não é sinônimo de qualidade.

Velocidade não é objetivo

O mundo está acelerando.


Tá bem, isso não é uma novidade… mas vamos focar em outra coisa: O tempo entre uma novidade surgir e ser adotada está ficando cada vez menor.


A novidade aparece e dias depois os cursos já estão “atualizados”. Semanas depois aparecem especialistas. Meses depois todo mundo está usando e… ficou “velho”.


Conhece a sensação?


As empresas correm para lançar primeiro, os profissionais correm para aprender primeiro, os fornecedores correm para vender primeiro.


E os clientes parecem esperar tudo imediatamente.


A velocidade virou uma espécie de virtude corporativa.


Isso dá medo.


Quando foi que começamos a assumir que mais rápido significa melhor?


Ok, tem coisas que a velocidade melhora… resolver um incidente, atender um cliente, responder uma emergência.


Mas não é tudo. Decisões estratégicas, contratações, mudanças organizacionais, relacionamentos, confiança… tudo isso continua exigindo tempo.


E acaba que reduzimos o tempo de lançamento e aumentamos o tempo de correção.


Reduzimos o tempo para decidir e aumentamos o tempo para lidar com as consequências.


Entregamos em menos tempo e gastamos o dobro para explicar por que aquilo foi entregue daquela forma.



E se… a velocidade não for o objetivo, for uma ferramenta?



Porque reduzir o tempo para uma tarefa não pode significar dobrar o tempo da tarefa seguinte, não é?