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Transparência antes da perfeição

13 de julho de 2026 2 min de leitura

Reconhecer com clareza os requisitos que ainda faltam pode tornar o processo seletivo mais honesto e produtivo. A aderência total é rara; o essencial é avaliar se as lacunas podem ser desenvolvidas e se as competências já existentes geram valor suficiente.

Transparência antes da perfeição

Transparência é uma coisa curiosa.

Todo mundo diz que valoriza, mas ninguém está disposto a praticá-la quando ela pode custar alguma coisa.


Imagine uma vaga que pede dez requisitos.

Você atende oito, os outros dois não.


O comportamento mais comum é tentar esconder isso, ou torcer para que ninguém perceba.


Ou escrever o currículo de um jeito que pareça mais aderente do que realmente é.


E dá para entender, porque admitir o que falta parece uma péssima estratégia…



Mas e se o caminho fosse outro?



E se você começasse a conversa justamente por aquilo que não tem?


Algo como: "Tenho experiência em oito dos dez requisitos da vaga. Os dois que me faltam ainda não fazem parte da minha trajetória profissional."


Estranho? É, um pouco sim.


Arriscado? Provavelmente.


Mas também extremamente honesto.


E honestidade tem um efeito maravilhoso: ela muda a conversa.


Ninguém precisa perder tempo tentando descobrir onde estão os gaps… já estão na mesa.


Agora podemos falar sobre outra coisa: sobre aquilo que você sabe, que já entregou, que aprendeu ao longo da carreira.


Principalmente podemos falar sobre aquilo que você pode aprender.

Porque, sinceramente, eu tenho dificuldade de acreditar que exista alguém aderente a 100% de uma vaga.


São tantos requisitos, tantas variações e especificidades, tantos desafios diferentes, tantos cargos aderentes (ou não), e a missão é encontrar quem já sabe tudo e tem total aderência?


Até as vagas mudam durante o processo seletivo.


Acho que a questão realmente não deveria ser encontrar alguém perfeito, mas entender se aquilo que falta pode ser desenvolvido.


E, será que o que já existe gera valor suficiente para compensar a diferença?


Não sei como um recrutador reagiria a essa abordagem, mas eu gostaria muito de 📣 ouvir a opinião deles.


O que eu sei é como eu reagiria: começaria aquela conversa mais leve, mais confiante.


Porque antes mesmo de falar sobre competências, aquela pessoa acabou de demonstrar algo que eu valorizo muito: ela escolheu ser transparente quando seria mais fácil parecer perfeita.