Apaixone-se pelo problema, não pela solução
As soluções seduzem, enquanto problemas bem definidos sustentam resultados.
Apaixone-se pelo problema, não pela solução
As soluções seduzem, enquanto problemas bem definidos sustentam resultados.
Esses dias cometemos um erro (de verdade): mal percebemos o problema e já atuamos na solução. Mas essa solução não resolvia o problema de forma adequada.
Sim, era uma solução, tecnicamente, perfeita. Quando chegamos a ela já a declaramos como vencedora.
No dia a dia, é comum escolher a tecnologia antes de entender o processo. Mas os efeitos disso são retrabalho, escopo inchado e falta de métricas.
Apaixonar-se pelo problema muda o jogo porque nos obriga a fazer as perguntas certas:
- Qual dor estamos resolvendo?
- Para quem a solução deve ser preparada?
- Qual o resultado, o impacto que se espera?
Na prática, chegamos mais perto da solução, justamente porque nos aprofundamos no problema.
E aí, que benefícios podemos obter com essa abordagem? Penso em alguns:
- Clareza de objetivo: toda decisão foca no impacto no negócio, não na tecnologia.
- Priorização realista: se focamos no impacto no negócio, priorizamos recursos e prazos no que vai gerar mais valor mais cedo.
- Inovação “de verdade”: alternativas de solução surgem enquanto “cavamos” para encontrar a raiz do problema.
- Realismo: podemos descobrir que o melhor é não fazer.
- Eficiência: o machado que precisa cortar a árvore doente não precisa de decoração.
- Engajamento do time: se sabemos o “porquê”, a execução ganha tração.
- Mensurabilidade: fica fácil definir o que será considerado sucesso antes de iniciar e, depois, perseguir essa definição.
Então, antes de decidir, que tal?
1. Certificar-se qual é a dor e quem a sente? 2. Entender o baseline, para compreender o que acontece pela inação? 3. Definir os critérios de sucesso (métricas e prazos)? 4. Apontar as restrições (risco, custo, compliance)? 5. Desenhar o formato de entrega (em partes, completo)?
Não é que se apaixonar-se pela solução sempre vai resultar em problemas, mas apaixonar-se pelo problema direciona a criatividade, deixando o “como fazer” livre, enquanto o “porquê fazer” fica firme durante todo o processo..
👉 Qual problema merece sua atenção prioritária esta semana?