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Crítica ou comodismo?

17 de junho de 2026 2 min de leitura

Senso crítico exige compreender antes de aceitar ou rejeitar uma tecnologia, enquanto críticas baseadas no desconhecimento frequentemente servem para justificar a inércia diante da mudança. Aprender demanda esforço, mas ignorar transformações tecnológicas costuma cobrar um preço maior no futuro.

Crítica ou comodismo?

Crítica e senso crítico.


Muita gente critica muita coisa, inclusive a IA.


E isso, de verdade,é ótimo.

Mesmo! Tudo deve ser questionado e toda tecnologia, toda novidade merece questionamento.


Mas nem sempre a crítica nasceu do senso crítico, e isso é um problema.


Porque algumas nascem do desconhecimento: a pessoa não estudou, não testou, não experimentou. Dedicou-se mais a buscar subterfúgios do que a entender como funciona.


E aí já tem uma opinião definitiva. Definitiva!


Não sei se ainda bem, mas isso não acontece só com tecnologia, com a IA. 


Só para falar da tecnologia mais recente, aconteceu com a internet, redes sociais, cloud, trabalho remoto.


E certamente vai acontecer com a próxima tecnologia que ainda nem conhecemos.


E isso é resultado de um comportamento bem humano, que é escolher rapidamente entre aprender ou ficar onde está.


E a decisão, para muitos, é simples. 


Veja: aprender exige tempo e energia. Exige também assumir que somos ignorantes naquele assunto, que precisamos nos mexer.


Já ficar parado é mais confortável, não é? Mas, para não “ficar para trás”, criticamos. 

A crítica é uma saída elegante para justificar a inércia.


Aí surgem os "Isso não funciona.", "Isso é modinha.", "Isso nunca vai substituir o que fazemos.", “Olha a hype.”.


Talvez até haja alguma verdade em alguma dessas afirmações, mas certamente não são verdades absolutas.


Mas, para desespero de alguns (e vibração de muitos) a tecnologia raramente pede autorização para avançar. Ela vai avançar, “igualzinho que nem” água morro abaixo. Vai encontrar um caminho.


Fica um alerta: quem decide não aprender, quem só luta contra, normalmente descobre que tomou a decisão errada tarde demais.


Não estou dizendo que todo mundo precisa gostar de IA, muito menos que toda novidade deve ser adotada, mas há uma diferença enorme entre rejeitar algo por rejeitar e rejeitar algo depois de entender. A primeira é preguiça, é uma decisão retrógrada. A segunda é uma decisão consciente.


Rejeitar algo para evitar o trabalho de compreender tem consequências.


Eu já fiz isso, e me arrependi.