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Diploma ou decisão?

05 de abril de 2026 2 min de leitura

Estamos contratando conhecimento real ou apenas tentando reduzir o risco de errar? Durante muito tempo, o canudo na mão serviu como um atalho eficiente.

Diploma ou decisão?

Diploma ou decisão?

Estamos contratando conhecimento real ou apenas tentando reduzir o risco de errar?

Durante muito tempo, o canudo na mão serviu como um atalho eficiente. Ele dizia para o mercado que aquela pessoa passou por um filtro e, teoricamente, sabia o que estava fazendo. Funcionou por décadas.

Só que o cenário agora é outro.

O conhecimento está em todo lugar. Aprender deixou de ser um privilégio de quem pode pagar uma mensalidade cara. Mesmo assim, o mercado insiste em contratar como se estivéssemos em 1990.

Exigimos anos de experiência para vagas de entrada. Pedimos formações específicas para funções que poderiam ser aprendidas na prática. Chamamos isso de critério, mas, se olharmos de perto, muitas vezes é apenas medo.

Medo de tomar uma decisão difícil.

Medo de assumir que formar alguém dá trabalho e exige tempo.

O resultado é que o nível iniciante está sumindo. As vagas de entrada viraram listas de exigências que nem profissionais seniores preenchem totalmente.

É um paradoxo: todo mundo reclama que não encontra gente preparada, mas quase ninguém quer ser o responsável por preparar.

As empresas não podem ser apenas consumidoras de talento. Elas precisam voltar a ser formadoras.

Potencial não nasce pronto e não vem com manual de instruções. Ele precisa de espaço para ser desenvolvido, e isso exige algo que não se encontra em currículo nenhum: a coragem de apostar em alguém.

No fim das contas, a crise não é educacional. É de responsabilidade.

Se o mercado quer profissionais melhores, quem vai assumir o compromisso de ensinar o que a faculdade não ensina?