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E quem pagou em dia?

06 de maio de 2026 1 min de leitura

Falta de empatia é fingir que milhões de famílias chegaram nessa situação por escolha simples. Tem gente que perdeu renda.

E quem pagou em dia?

E quem pagou em dia?

Falta de empatia é fingir que milhões de famílias chegaram nessa situação por escolha simples.

Tem gente que perdeu renda. Tem gente que se endividou para sobreviver. Tem nome negativado impedindo recomeço.

Então, sim: algo precisa ser feito.

Mas também precisamos falar da outra parte.

Quando um programa oferece desconto de até 90%, uso do FGTS e bloqueio de apostas, ele revela que o problema é maior do que uma dívida atrasada. A dívida é só a parte visível do problema…

Ajudar quem está afundado é necessário.

Mas quem cortou gastos, adiou plano e pagou em dia também precisa sentir que responsabilidade vale a pena.

Esse é o ponto delicado.

Se a mensagem percebida vira "não pague agora, porque depois alguém resolve", criamos um problema novo tentando resolver o antigo.

E em ano eleitoral, qualquer debate fica mais contaminado.

Política pública não pode ser avaliada só pela intenção. Precisa ser avaliada pelo efeito que deixa depois.

Se apenas limpamos o nome de quem afundou em dívidas, sem discutir por que tanta gente continua afundando, seguimos confundindo socorro com solução.