Eu nunca soube que horas meu time chegava. E nunca precisei saber.
Cobrar resultado combinado, em vez de fiscalizar horário de entrada, revela rapidamente quem entrega de verdade e quem só finge produtividade. Controle rígido de presença não forma bons profissionais, forma especialistas em parecer ocupado.
Eu simplesmente não quero saber a que horas meu time chega. E isso nunca foi um problema.
Filho doente?
Problemas no transporte?
Acordou tarde?
Tudo bem, vida que segue.
O que me preocupa:
- Tinha algum compromisso na empresa ou com o cliente e atrasou? Problema.
- Tem uma entrega acordada e não vai conseguir? Problema.
Essa forma de encarar o dia a dia incomoda muita gente que não lidera desse jeito.
Porque parece que eu estou abrindo mão de controle, só que o resultado é o oposto, porque me sinaliza rapidamente quem realmente entrega e quem só ocupa espaço.
Quem é bom no que faz, entrega, não atrasa, cumpre compromissos.
E não importa se tem alguém vigiando, se está home ou no escritório, se é pela manhã ou à tarde.
Quem não é bom vai continuar não sendo, mesmo batendo ponto religiosamente todo santo dia no horário certinho.
Entenda: fiscalizar horário mede presença. Presença é "fabricável".
Tem gente que se concentra em saber a hora exata de estar sentado quando o chefe passa no corredor, enche a agenda de reunião só pra parecer atarefado, manda mensagem às dez da noite só pra registrar que "ainda tava trabalhando".
Isso não é entrega, exceto no teatro, atuando.
Se for esse o caso, parabéns.
Só que atuação cansa mais do que trabalho de verdade, tanto pra quem faz quanto pra quem devia estar de olho no que realmente importa.
Dê liberdade: quem entrega vai saber usar.