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Ignorar o consumidor 50+ não é só um erro de marketing. É um erro de liderança.

18 de maio de 2026 2 min de leitura

Tem algo (muito) curioso acontecendo nas empresas.

Ignorar o consumidor 50+ não é só um erro de marketing. É um erro de liderança.

Ignorar o consumidor 50+ não é só um erro de marketing. É um erro de liderança.

Tem algo (muito) curioso acontecendo nas empresas.

O mesmo gestor de 52 anos que usa Pix, pesquisa no Google antes de comprar qualquer coisa e faz compras pelo celular às onze da noite aprova campanhas que tratam o público acima de 50 como se fosse invisível ou tecnologicamente incapaz.

É um ponto cego, porque não quero crer que seja hipocrisia.

O consumidor 50+ foi o que mais acelerou em adoção digital nos últimos anos. Está online, está comprando, está pesquisando antes de decidir. E, ainda assim, 58% não se sente representado pelas marcas e pela mídia que deveriam falar com ele.

Olho isso e vejo decisões mal tomadas, não só um dado de marketing.

Porque quando uma empresa ignora o segmento que mais cresce, o problema raramente está na pesquisa de mercado, mas sim em quem interpreta essa pesquisa. Está na sala onde as decisões são tomadas, com quem está nessa sala e quais vieses ninguém está questionando.

Fluência digital não tem idade. Poder de compra não tem idade. Lealdade de marca (aquela que vale muito mais do que uma conversão) tende a crescer com o tempo, não diminuir.

Por que esse consumidor está sendo ignorado? Ou eu deveria perguntar: por que ninguém nesta sala percebeu que estava ignorando a si mesmo?

Por que?

Hein?