Ignorar o consumidor 50+ não é só um erro de marketing. É um erro de liderança.
Tem algo (muito) curioso acontecendo nas empresas.
Ignorar o consumidor 50+ não é só um erro de marketing. É um erro de liderança.
Tem algo (muito) curioso acontecendo nas empresas.
O mesmo gestor de 52 anos que usa Pix, pesquisa no Google antes de comprar qualquer coisa e faz compras pelo celular às onze da noite aprova campanhas que tratam o público acima de 50 como se fosse invisível ou tecnologicamente incapaz.
É um ponto cego, porque não quero crer que seja hipocrisia.
O consumidor 50+ foi o que mais acelerou em adoção digital nos últimos anos. Está online, está comprando, está pesquisando antes de decidir. E, ainda assim, 58% não se sente representado pelas marcas e pela mídia que deveriam falar com ele.
Olho isso e vejo decisões mal tomadas, não só um dado de marketing.
Porque quando uma empresa ignora o segmento que mais cresce, o problema raramente está na pesquisa de mercado, mas sim em quem interpreta essa pesquisa. Está na sala onde as decisões são tomadas, com quem está nessa sala e quais vieses ninguém está questionando.
Fluência digital não tem idade. Poder de compra não tem idade. Lealdade de marca (aquela que vale muito mais do que uma conversão) tende a crescer com o tempo, não diminuir.
Por que esse consumidor está sendo ignorado? Ou eu deveria perguntar: por que ninguém nesta sala percebeu que estava ignorando a si mesmo?
Por que?
Hein?