Licença maternidade não deveria ser risco de carreira
No domingo vi a notícia, que já estava velha, circulando desde sexta, mas devido ao Dia Internacional da Mulher ainda era relevante.
Licença maternidade não deveria ser risco de carreira
No domingo vi a notícia, que já estava velha, circulando desde sexta, mas devido ao Dia Internacional da Mulher ainda era relevante.
Sarah Menezes, campeã olímpica e técnica da seleção feminina de judô foi demitida logo após voltar da licença maternidade.
Claro que isso gerou barulho, ainda mais pela data comemorativa.
Alguns dizendo que foi “apenas uma decisão técnica”, outros apontando mais um exemplo de como a maternidade ainda pesa na carreira de muitas mulheres.
Mas não é uma questão de escolher um lado, acho que as organizações precisam pensar qual a mensagem que passam quando uma profissional perde o espaço logo após voltar da licença maternidade.
Não estou falando só desse caso em específico, mas sim do sinal que fica para todas as outras mulheres que trabalham ali.
Se a maternidade vira um risco invisível para a carreira, a mensagem é que ser mãe pode custar o seu espaço e isso gera um efeito muito danoso. Os profissionais passam a viver uma escolha que nunca deveria existir: crescer na carreira ou construir uma família?
As organizações precisam entender que a maternidade não é um problema a ser gerenciado, é só parte da vida de pessoas que “também” são profissionais.
Uma mulher pode se tornar mãe e continuar crescendo profissionalmente? A cultura da empresa está preparada para isso?
Porque políticas podem existir no papel, mas o que realmente define uma cultura são as decisões que acontecem depois.
Não vou perguntar o que você acha, porque, de verdade, nesse caso isso não importa.
A maternidade ainda pesa nas decisões de carreira dentro das organizações.
E isso é inaceitável.
Ponto.