Maria vai com as outras
Muitas decisões nas empresas são motivadas pela pressão de seguir tendências, e não pela necessidade de resolver um problema real. Observar o mercado e aprender com outras empresas é importante, mas adotar ferramentas, processos ou metodologias sem avaliar se elas resolvem um problema específico costuma gerar desperdício de tempo, dinheiro e esforço.
Quantas decisões são tomadas como resultado de uma análise da necessidade e quantas porque todo mundo está fazendo?
É a nova ferramenta, o novo cargo, o novo processo, o novo treinamento, a nova metodologia… ufa!
Tudo novo e, assim, vai exigir esforço e tempo adicional. Provavelmente vai custar caro.
E tudo bem, mesmo, se tudo isso for resultado de uma análise custo/esforço/prazo x benefício. Mas nem sempre é isso, não é?
Alguém vê uma empresa adotando, depois vê outra, e então mais outra, e outra…
E então, na reunião semanal, alguém pergunta: "Nós também não deveríamos fazer isso?"
E aí ninguém pergunta “Para que?”, “Por que?” ou “Para resolver qual problema?”.
Quando a solução, a ideia surge de uma necessidade, então podemos chamar de solução.
Quando nasce de uma comparação, de um “ouvi falar”, é especulação, é pirotecnia.
Observar o mercado faz sentido, aprender com outras empresas é importante, mas copiar a resposta de alguém sem entender a pergunta costuma gerar resultados, no mínimo, perigosos.
E é simples entender porquê.
Acompanhe comigo:
1. A empresa procura quem pode implementar.
2. Contrata.
3. Paga.
4. Comunica.
5. Treina.
6. Comemora.
7. Abandona.
Porque não tinha problema para resolver… ou tinha, mas não estudou a solução proposta antes de adotar.
O recado aqui é:
Nem toda tendência precisa ser seguida, nem necessariamente ser combatida.