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O futuro Artificialmente Inteligente

16 de outubro de 2018 4 min de leitura

Deixei meu cargo de adivinho há algum tempo e minha bola de cristal anda meio embaçada, por isso este não é um texto de simples adivinhação.

O futuro Artificialmente Inteligente

Deixei meu cargo de adivinho há algum tempo e minha bola de cristal anda meio embaçada, por isso este não é um texto de simples adivinhação.

Também não sou expert na sopa de letrinhas que usamos hoje para falar de um futuro que já está se formando, o futuro da Inteligência Artificial.

A proposta aqui é iniciar uma discussão, acender uma fagulha para o raciocínio sobre o futuro, sobre o que deixaremos de legado para nossos filhos, netos e bisnetos... e para isso precisamos começar a conversar sobre algo que pode parecer complicado de entender e que é impossível de prever. E esse desconhecido nos dá medo, mas precisamos lançar alguma luz sobre ele.

E há realmente muito a se falar, estudar e entender. Artificial Intelligence, Machine Learning, Deep Learning, Big Data, Data Lake... tudo tão novo, tudo tão complexo de entender nas minúcias, mas tudo tão atual e, eventualmente, em uso no nosso dia a dia.

Já estamos vivendo isso, já estamos expostos na rede e códigos simples ou mais complexos estão rastreando nossas atividades, estão aprendendo conosco e tentando pensar antes de nós, reproduzindo nosso comportamento e até restringindo nossas ações. Somos, agora, um tanto quanto escravos de nossas próprias ações, não há mais nada secreto ou escondido, não há presunção nenhuma de privacidade. Mais ainda, quando não são ferramentas legítimas que nos rastreiam, são ferramentas ilícitas, são vazamentos e roubo de informações.

Alguns diriam que estou fazendo o papel de profeta do Apocalipse. Nem profeta, uma vez que isso tudo já está acontecendo, menos ainda apocalíptico, porque não prevejo o fim e nem estou revelando nada, apenas vislumbro a mudança.

Se as mudanças continuarem na velocidade e da forma como estão acontecendo, a tendência é que tenhamos máquinas construindo máquinas e, depois, "ensinando-as". Se o primeiro passo é aprender, o próximo é reproduzir o aprendizado, perpetuando-o e renovando-o. E isso não é, necessariamente, ruim.

Vamos partir, então, para um futuro imaginário, um futuro Artificialmente Inteligente. Nesse futuro, máquinas tomarão decisões, baseadas no que aprenderam conosco, e deverão continuar aprendendo continuamente, retroalimentando-se e ajustando seu conhecimento baseado nas mudanças de comportamento do ser humano. Também essas máquinas serão as que gerarão o alimento, o combustível, os bens duráveis e não duráveis. Essas máquinas criarão máquinas para cada atividade: teremos as máquinas para construção civil, as máquinas para plantio e colheita, as máquinas para medicina, as máquinas que farão o papel de polícia e de juiz, aquelas que farão a previsão do tempo, do controle de pragas na lavoura, da geração de energia, e assim por diante.

Pensando assim, fica até difícil identificar algo que as máquinas não poderão fazer por nós. Qualquer coisa poderá ser criada, e tudo o que precisarmos para nossa subsistência e nosso bem estar poderão ser providas sem que precisemos fazer nada mais. Aqui entram as maiores preocupações e, também, o que de melhor (ou pior) pode acontecer.

Se o ser humano não precisar fazer mais nada, se não precisar lutar para obter o que deseja, se tudo for padrão, "standard"; se não houver preocupação nem competição, o que faremos? Como será essa sociedade?

E, além disso, o que entendemos por Inteligência não compreende a criatividade. As máquinas são artificialmente inteligentes, não inteligentes como o ser humano e, assim, a criatividade não está presente. Será que esse novo mundo será artificial?

Meu convite é para que conversemos sobre isso em nossos grupos, com nossa família, no trabalho e com nossos amigos. Para não sermos apenas levados pelas mudanças, para sermos protagonistas e termos a oportunidade de nos preparar e preparar nossos filhos, é necessário buscar algumas respostas.

  • Qual o limite da liberdade das máquinas em suas criações?
  • Como preparar nossos descendentes para um futuro tão incerto?
  • Há alternativa ao futuro que se desenha?
  • Quais as capacidades que precisamos desenvolver para sobreviver nesse futuro?
  • O que as máquinas não serão capazes de fazer?

Pense, comente, argumente! O que pensamos e como dividimos nossas ideias pode mudar o mundo e ajudar todos a construir um futuro melhor!