O perigo do Workslop
Deixa eu te mostrar como o workslop funciona na prática. Alguém pede um relatório. A IA gera em dois minutos. Ninguém lê com atenção porque "a IA fez".
O perigo do "Workslop"
Deixa eu te mostrar como o workslop funciona na prática.
Alguém pede um relatório. A IA gera em dois minutos. Ninguém lê com atenção porque "a IA fez". O relatório vai para a reunião. A reunião gera uma ata — (com — um — monte — de — travessões) também pela IA. A ata vira base para o próximo relatório. Que ninguém vai ler.
Isso tem nome: workslop. Trabalho de baixa qualidade que se multiplica em velocidade alta porque a ferramenta é rápida e o julgamento humano saiu da equação.
Não é ficção, amigo. Essa é a sua reunião de segunda-feira.
E, talvez, das próximas segundas-feiras…
É o documento de dez páginas que existe para mostrar que existe. É o resumo executivo que resume outro resumo gerado automaticamente. É a apresentação montada em três minutos que vai ocupar quarenta minutos do time para discutir algo que ninguém entendeu direito porque ninguém parou para entender.
A IA não teve o privilégio de criar o workslop, mas deu escala para algo que o ambiente já permitia: entregar sem pensar.
O problema nunca foi a ferramenta, foi a ausência de alguém disposto a perguntar: isso aqui faz sentido?
Velocidade sem julgamento não é produtividade. É workslop em movimento.