O que restará para nós?
A inteligência artificial avança dia a dia. Nem sempre de forma visível, vai ocupando espaços. Nós mesmos a convidamos a participar.
O que restará para nós? 🤔
A inteligência artificial avança dia a dia. Nem sempre de forma visível, vai ocupando espaços. Nós mesmos a convidamos a participar.
O que antes fazíamos sozinhos, hoje usamos como apoio ou delegamos à inteligência artificial. Seja organizar dados, produzir imagens, criar textos, codificar, atender clientes. A procuramos para nos ensinar, aprendemos com ela e pedimos que nos corrija.
Por que a convidamos? Porque faz tudo de forma ágil e precisa. E ela sempre está lá. Não precisamos ligar, ou chamar e esperar que chegue até nós.
Não questiono se ela vai tomar nossos lugares, mas é quando. E, quando acontecer, quando a virmos completamente inserida em nossas mínimas ações, o que restará para nós depois disso?
Pensando muito nisso, concluí, talvez em uma visão romantizada, que nos restará ser humanos.
Talvez a única coisa que realmente seja inerente a nós seja o sentimento. Olhar nos olhos, perceber pausas nas conversas, entender sutilezas emocionais. Entender (e muitas vezes errar) a intenção que está por trás do que falamos e do que fazemos.
Nos restará sempre o toque, a escuta, o ombro. Restará a ética e a criatividade. Restará a empatia. Restará a relação com o outro.
Ironicamente, para isso, precisamos aprender a nos relacionar com a IA, usando-a com inteligência, a nosso favor e não contra. É usá-la como ferramenta, sem deixar que ela nos use.
De novo: é, talvez, uma visão romantizada. Talvez isso seja parte do que nos restará: imaginar, romantizar… quem sabe?
E você? O que acha que restará para nós?