Voltar para a listagem

Se eu não sou qualificada para o cargo, como vou treinar quem ficou com ele?

02 de março de 2026 1 min de leitura

“Se eu não sou qualificada para o cargo… como eu sou qualificada para treinar quem ficou com ele?”

Se eu não sou qualificada para o cargo, como vou treinar quem ficou com ele?

“Se eu não sou qualificada para o cargo… como eu sou qualificada para treinar quem ficou com ele?”

Foi isso que Jennifer Schroeder, 58 anos, disse quando pediram para ela treinar uma profissional de 25 anos promovida no lugar dela.

A história viralizou primeiro no TikTok. Depois ganhou imprensa e LinkedIn.

Ela foi preterida na promoção.

Em seguida, pediram que treinasse quem assumiu.

Foi aí que a discussão começou.

No fundo, não é só sobre promoção. É sobre coerência.

Vi muita gente indo para os extremos. “Ela deveria ensinar por ética.” “Ela está certíssima em não ensinar nada.”

Mas, para mim, a pergunta mais relevante é outra: O que exatamente estavam pedindo para ela fazer?

Existe uma diferença clara entre organizar uma transição, explicar projetos, rotinas, contexto e transferir aquilo que levou anos para construir: repertório, julgamento, leitura de risco.

Uma coisa é passar o trabalho. Outra é entregar o seu capital intelectual.

Quando a empresa mistura as duas coisas e chama tudo de colaboração, algo está desalinhado.

E então vêm os rótulos:

  • Se você aceita, é colaborativo.
  • Se você coloca limite, vira difícil.

Eu, sinceramente, fico pensando como reagiria se fosse comigo.

Treinar sucessor faz parte do jogo. Treinar substituto, depois de ter sido preterido, é outra conversa.

E você?

Ensinaria?

Negociaria condições?

Ou sairia?