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Silêncio não é consenso

16 de junho de 2026 1 min de leitura

Decisões podem parecer consensuais quando o silêncio é confundido com concordância, embora ele também possa representar cansaço, medo, receio ou desistência de contribuir. A falta de debate durante a reunião frequentemente desloca as divergências para conversas informais, comprometendo a qualidade do alinhamento e das decisões.

Silêncio não é consenso

Como você avalia o silêncio?


Sabe aquelas reuniões que dão a sensação de terem terminado antes de acabar? Todo mundo concordou, ninguém questionou, não houve objeções. Ninguém pareceu preocupado ou com dúvidas.


Perfeito, né?


É?


Algumas decisões problemáticas nascem de reuniões como essa, simplesmente porque o silêncio foi interpretado como alinhamento, concordância.


Mas, será que é? Ou melhor, será que sempre é?


Não poderia ser cansaço, medo, receio de reações ou, o pior, desistência?


É, desistência! Quando pessoas proativas com ideias criativas e inteligentes desistem de questionar porque cansaram de tentar, e nada mudou.


O mais incrível nesse processo é que a reunião vai acontecer e vai terminar com uma decisão, sem discussão. Porque a discussão real vai acontecer no corredor, no café, no grupo de Whatsapp.

Talvez até tenha começado antes e vai terminar depois da reunião.


Perfeito?


Todo mundo gosta de ouvir que houve alinhamento, que todos tiveram oportunidade de se pronunciar, de opinar… mas alguém avaliou como foi feito esse alinhamento ou quantos pronunciamentos ocorreram?


Concordar é diferente de não dizer nada, de deixar passar.


Silêncio não entra em ata.