Síndrome do impostor: um bug ou uma ferramenta de defesa?
A gente passou anos ouvindo que a síndrome do impostor é um defeito de fabricação. Um problema que precisa de "cura" imediata.
Síndrome do impostor: um bug ou uma ferramenta de defesa?
A gente passou anos ouvindo que a síndrome do impostor é um defeito de fabricação. Um problema que precisa de "cura" imediata.
Mas será que estamos olhando para o lado certo?
Recentemente, me deparei com uma perspectiva que vira a chave: em picos de estresse, quem convive com essa sensação de "farsa" muitas vezes não recua. Pelo contrário.
O esforço dobra.
Enquanto alguns desaceleram para se proteger, quem sente que precisa provar o próprio valor acaba entregando mais.
Se envolve mais. Resiste mais.
Não é conforto. É reação.
Não se trata de romantizar o esgotamento ou defender empresas que moem pessoas. Longe disso. Mas talvez seja o caso de aceitarmos que nem todo desconforto é um vilão.
Às vezes, ele é o motor que nos impede de estagnar.
Ser profissional não significa ser imune a dúvidas. O crescimento real acontece exatamente nessa zona cinzenta onde a gente questiona se é capaz e decide ir lá e fazer mesmo assim.
O segredo não é deletar o sentimento, mas aprender a gerenciá-lo. Usar o impulso quando ele ajuda e colocar limites quando ele começa a cobrar um pedágio alto demais na saúde mental.
No fim das contas, a dúvida é inevitável. O que muda o jogo é o que você faz com ela.
E você? Já tentou usar sua insegurança como combustível em vez de freio de mão?