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Síndrome do impostor: um bug ou uma ferramenta de defesa?

05 de abril de 2026 2 min de leitura

A gente passou anos ouvindo que a síndrome do impostor é um defeito de fabricação. Um problema que precisa de "cura" imediata.

Síndrome do impostor: um bug ou uma ferramenta de defesa?

Síndrome do impostor: um bug ou uma ferramenta de defesa?

A gente passou anos ouvindo que a síndrome do impostor é um defeito de fabricação. Um problema que precisa de "cura" imediata.

Mas será que estamos olhando para o lado certo?

Recentemente, me deparei com uma perspectiva que vira a chave: em picos de estresse, quem convive com essa sensação de "farsa" muitas vezes não recua. Pelo contrário.

O esforço dobra.

Enquanto alguns desaceleram para se proteger, quem sente que precisa provar o próprio valor acaba entregando mais.

Se envolve mais. Resiste mais.

Não é conforto. É reação.

Não se trata de romantizar o esgotamento ou defender empresas que moem pessoas. Longe disso. Mas talvez seja o caso de aceitarmos que nem todo desconforto é um vilão.

Às vezes, ele é o motor que nos impede de estagnar.

Ser profissional não significa ser imune a dúvidas. O crescimento real acontece exatamente nessa zona cinzenta onde a gente questiona se é capaz e decide ir lá e fazer mesmo assim.

O segredo não é deletar o sentimento, mas aprender a gerenciá-lo. Usar o impulso quando ele ajuda e colocar limites quando ele começa a cobrar um pedágio alto demais na saúde mental.

No fim das contas, a dúvida é inevitável. O que muda o jogo é o que você faz com ela.

E você? Já tentou usar sua insegurança como combustível em vez de freio de mão?