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Tempo Humano: uma conversa sobre tecnologia e a vida que queremos viver

21 de outubro de 2026 • 3 min de leitura

Uma série sobre inteligência artificial, trabalho, convivência e as escolhas que dão sentido ao tempo que a tecnologia pode devolver.

Este artigo abre a série Tempo Humano. Conheça a série

Tempo Humano: uma conversa sobre tecnologia e a vida que queremos viver

Quando uma máquina faz em minutos o que antes levava horas, a primeira pergunta costuma ser sobre o que ela é capaz de fazer. Eu também me interesso por isso. Gosto de entender como uma tecnologia funciona, onde ela pode ajudar e o que ainda está longe de entregar.

Mas há outra pergunta que quero colocar ao lado dessa: o que faremos com o tempo que ela pode nos devolver?

Foi dessa inquietação que nasceu Tempo Humano.

Uma pergunta que vai além das máquinas

Trabalho com tecnologia e acredito no valor de tirar tarefas repetitivas do caminho. Um sistema bem implementado pode evitar retrabalho, reduzir erros e poupar esforço. Não vejo motivo para sentir saudade de uma atividade cansativa que uma máquina consegue resolver melhor.

Só que economizar tempo e ter tempo disponível são coisas diferentes.

Podemos usar uma hora economizada para produzir mais. Podemos atender melhor alguém, assumir outra responsabilidade ou resolver algo que estava esperando. Também podemos descansar, conversar, aprender alguma coisa por interesse ou simplesmente deixar aquela hora livre.

Essas possibilidades me interessam porque a escolha entre elas não está dentro da máquina.

Do trabalho à vida fora dele

Nesta série, a inteligência artificial e a robótica são um ponto de partida para conversar sobre gente.

Quero olhar para o trabalho, para as tarefas que podem mudar e para as promessas que ainda precisam ser demonstradas. Há muita novidade para conhecer, mas também há diferença entre uma demonstração impressionante e uma solução que funciona todos os dias.

Quero olhar também para o cuidado. Se uma tecnologia consegue aliviar uma rotina, que espaço pode abrir para escutar alguém, explicar uma dificuldade ou permanecer um pouco mais ao lado de outra pessoa?

E quero levar essa conversa para fora do trabalho: para a mesa, para os encontros, para os interesses que não precisam virar profissão e para as próximas gerações.

Que vida estamos ensinando nossas crianças a desejar? Quanto dela cabe numa resposta sobre o que elas querem ser quando crescer?

Um convite para acompanhar a conversa

Tempo Humano reúne 25 episódios em textos, imagens e vídeos. Você pode seguir a sequência ou começar por um tema que se aproxime da sua própria experiência.

Alguns episódios partem de uma máquina. Outros, de um hábito ou de uma situação bastante comum. O fio que os aproxima é a vontade de entender como os avanços tecnológicos podem encontrar espaço na vida que queremos viver.

Não espero que todo mundo chegue às mesmas respostas. Uma pessoa pode estar preocupada com o emprego; outra, com a rotina de uma equipe, o cuidado de alguém da família ou a dificuldade de encontrar os amigos. Todas essas experiências têm lugar aqui.

Meu convite é acompanhar as histórias e trazer para a leitura uma pergunta sua. Pensar nas tarefas que gostaria de tirar do caminho e no que faria com o espaço que elas deixassem.

Se estamos dedicando tanta inteligência a ensinar máquinas a trabalhar, também podemos dedicar atenção ao que queremos fazer com o nosso tempo.

A conversa continua em Tempo Humano.

Explore os 25 episódios de Tempo Humano