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Woke virou mais do que uma pauta.

13 de maio de 2026 2 min de leitura

Virou rótulo. Arma política. Ferramenta de marketing. E agora, alvo. O curioso é que muita gente nem sabe mais o que a palavra significa.

Woke virou mais do que uma pauta.

“Woke” virou mais do que uma pauta.

Virou rótulo. Arma política. Ferramenta de marketing.

E agora, alvo.

O curioso é que muita gente nem sabe mais o que a palavra significa. O termo nasceu ligado à consciência sobre injustiça racial e desigualdade social dentro da comunidade negra americana.

Mas o mercado fez o que o mercado costuma fazer: transformou uma discussão complexa em posicionamento de marca.

Empresas começaram a disputar quem parecia mais consciente, mais alinhada, mais “correta”. Algumas por convicção. Outras porque perceberam valor reputacional nisso.

Só que discurso público sem profundidade costuma envelhecer rápido.

Agora vemos o movimento contrário crescendo. Pressão contra DEI, empresas recuando de campanhas, mudanças de linguagem, polarização política entrando no ambiente corporativo.

E talvez o desgaste tenha começado quando causas humanas passaram a ser tratadas como estratégia de posicionamento.

Tem diferença entre construir um ambiente respeitoso e transformar temas sociais em vitrine corporativa.

Quando a empresa levanta bandeiras bonitas, mas mantém lideranças tóxicas, desigualdade interna e incoerência no dia a dia, as pessoas percebem.

Mais cedo ou mais tarde.

O problema é que a reação raramente separa exagero de essência.

A crítica deixa de mirar a superficialidade. E começa a atingir a própria ideia de inclusão.

No fim, muita empresa descobriu tarde demais que cultura não se sustenta com campanha.

Porque valor que só aparece no discurso acaba parecendo produto de temporada.