Robô doméstico
US$ 20 mil por um robô doméstico.
E, quando ele não sabe fazer alguma coisa, entra um humano.
O NEO, da 1X, foi criado para ajudar com tarefas como organizar a casa, cuidar da roupa e guardar a louça.
E não, não é correto dizer que ele seja simplesmente um boneco controlado remotamente. Ele já tem alguma autonomia.
Só que ainda não para tudo.
Para tarefas que o robô não conhece, a própria 1X oferece o chamado Expert Mode: um operador humano pode assumir remotamente, executar a tarefa e, ao mesmo tempo, ajudar o robô a aprender.
Acho essa fase particularmente interessante, porque mostra uma coisa que costuma desaparecer nos vídeos sobre automação: às vezes, o trabalho ainda está lá, só não está mais na nossa frente.
Existe alguém ensinando, supervisionando, corrigindo, classificando dados, assumindo exceções.
Talvez isso diminua muito nos próximos anos.
Provavelmente vai diminuir, não acha?
E é justamente aí que começa a pergunta que me interessa nesta série.
Quando o humano finalmente deixar de ser necessário para dobrar a roupa, guardar a louça ou arrumar a casa, teremos realmente eliminado uma parte do trabalho.
E aí, voltamos ao problema original: O que faremos com esse tempo?
Mais trabalho?
Mais tela?
Mais alguma coisa para preencher cada minuto que ficou vazio?
Ou gente?
A tecnologia pode aprender a fazer a tarefa, mas o que fazer com o tempo que ela devolve continua sendo uma decisão nossa.






