Robô hospitalar
1,25 milhão de entregas hospitalares.
Zero delas foi um abraço.
O Moxi é um robô criado para circular por hospitais transportando medicamentos, amostras de laboratório e suprimentos.
Já são mais de 1,25 milhão de entregas autônomas em hospitais americanos.
Impressionante. Para mim, entretanto, o número mais interessante não está no que o robô consegue fazer, mas no que alguém deixa de fazer.
Cada medicamento que não precisa ser buscado por um profissional de saúde, cada amostra que não precisa ser levada pessoalmente ao laboratório e cada suprimento que chega sozinho representam alguns minutos que podem voltar para outra coisa.
Inclusive para o paciente.
É um caso interessante porque talvez mostre uma aplicação muito mais importante da automação do que simplesmente substituir trabalho humano.
Tirar da frente o trabalho que não precisa 🩷 ser humano 🩷.
Um robô pode atravessar o hospital carregando uma caixa.
O profissional pode permanecer no quarto, explicar o que está acontecendo, perceber uma dúvida, conversar mais alguns minutos.
Não porque a tecnologia automaticamente transforma eficiência em cuidado, porque isso continua, e vai continuar, dependendo das nossas escolhas.
Mas a tecnologia pode abrir espaço, não pode?
Talvez seja esse um dos melhores usos possíveis da automação: não tirar gente do cuidado, só tirar tarefas do caminho.






